segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Estava o animal só por um fio



Estava o animal só por um fio, desfiadas as cordas, aí incluídas as vocais. Como gritar? Com auto-morte? E, recuperadas as cordas por alquimia, estariam elas afinadas, a fim? No minho, a santa tecla já de camurças se apodrece. O som, esse nascimento, está um parto sem reparto. Na loja onde o empreendorismo nos mete, outra vara - complexo de Príamo - coroa o rebanho dos não-lavados. É só mangueiras jetando a diversidade. Os conversores arrastam as diferenças para a lixeira de que são proprietários. Não se vêem. Eunucos da vida, trabalham contra a memória, a árvore. E na arrogância, só chegam ao galho. A genealogia só é poderosa para quem a não conhece.

Alberto Augusto Miranda